sábado, 17 de julho de 2010

Programação Artística Povos Amazônicos no IDEA 2010

Manos e manas Parceir@s IDEAlistas , estamos na crista da pororoca, a maré está forte, mas aí é que está o prazer de surfar nas doces águas amazônicas - algo inusitado, prazeroso e transformador, mas há que se ter coragem. Encaminho a vocês a programação artística dos povos tradicionais e originários, ABERTA A TODOS E TODAS.
Um importante avanço que o IDEA 2010 estará possibilitando ao Brasil e ao mundo vivenciar. Dentro do congresso eles também estão oficialmente no programa acadêmico,
reconhecidos como verdadeiros mestres e sábias, que são.
Conheça as oficinas no site (www.idea2010.art.br) Que possamos saborear esses sons, ritmos e cheiros da síntese das matrizes indígenas, negras e européias que esse povo carrega. Propomos diálogos, encontros, aprendizados e deslumbramentos entre os povos do mundo com essa Amazônia - que o mundo de fato desconhece.
Temos muito trabalho pela frente, mas AGORA precisamos aproveitar com profundidade tudo isso que já vivemos há tanto tempo na construção desse grande encontro, confiando no que canta o mestre Come Barro, na dança da roda que abre o ritual de abertura da Marujada de Quatipuru/PA: "Festa bonita meu mano, festa bonita, viemo aqui representar, viemo aqui representar, viemo aqui representar..."
Participa, espalha a notícia na tua comunidade,
principalmente para quem não tem acesso a internet.
A gente se encontra na festa!
Na dança da roda, abraços,Déa
RODAS DE DANÇAS E CANTOSDOS POVOS TRADICIONAIS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA LOCAL: Anfiteatro do Parque da Residência (Avenida Magalhães Barata, 830 - Bairro São Braz
HORÁRIO: 18:30 ÀS 21:00
DATA: 18.07.2010
Povo Indígena Guarani de Nova Jacundá/PA Família Linguistica: tupi guaraniOs Guarani são introspectivos. A comunicação é orientada pelos ritmos da natureza. Um diálogo que se traduz pelo canto em reverência à vida e ao criador. O poder da palavra cantada, educa pessoas, família e sociedade indígena integralmente.
Samba de Cacete/PA Mestres: Leôncio e Domingos Machado Igarapé Preto, comunidade quilombola no Município de Oeiras do Pará/PA, guarda uma das mais fortes memórias de seus antepassados africanos. O Samba de Cacete que ainda hoje é motivo para realizar mutirões é um batuque relacionado ao plantio da mandioca. Aqui, trabalho, arte e criatividade se sustentam na ancestralidade. DATA: 19.O7.2010
Povo Indígena Tembé TENETEHARA Tembé Tenetehara de Tomé-Açú e Capitão Poço/PAFamília Linguistica: tupi guarani Falam a língua Tenetehara e praticam diversos rituais, num movimento de fortalecimento de suas tradições. O mais conhecido é o Wihaohawo (festa da moça nova ou festa do muqueado). Trata-se da iniciação da menina na vida adulta.
Marujada de São Benedito de Quatipuru/PA Mestre: Come Barro (Raimundo Rodrigues Borges) É uma tradição bicentenária de matriz africana com influências ibéricas. Ainda preserva elementos como dança, cantorias, ritmos, rezas e ladainhas, mastro, brincadeira dos mascarados e ceias comunitárias.A festa se origina no ritual para o Vodun Toiá Verequete, ligado à religiosidade afro-brasileira, depois sincretizado a São Benedito, iniciando a Marujada.
BRINQUEDOS DE MIRITI Mestre: Diabinho (Raimundo Peixoto) Brincar é necessidade básica e linguagem humana expressiva; brinquedos ensinam a construir o mundo vivido ou imaginado, independente da idade. Em Abaetetuba/PA, a palmeira do miriti ou buriti se revela brinquedo, há gerações. Talhados a mão, contam com precisão e delicadeza do cotidiano, da arte e do brincar do caboclo ribeirinho. DATA: 21.O7.2010
Povo Indígena Xikrin do Cateté de Marabá/PA Família Linguística: JêOs Xikrin, pertencem ao grupo Kayapó. Eles mantem sua cultura preservada com determinação. A grande maioria só fala a língua nativa, mesmo assim, é um desafio, pois o contato com saberes não-indígenas na atualidade é necessário, exatamente para afirmação dessas identidades.
Tambor de Crioula/PA Mestres: Sabiá (Sabino Soares) e Osmar Baldez A Comunidade Quilombola Camiranga /PA, remanescente de quilombos do século XVIII é uma das mais belas imagens da resistência transformadora pelo ritmo, pelo canto, pela força do ventre feminino. Lá acontece o Tambor de Crioula, reverencia a São Benedito, com o toque do tambor masculino, a dança de umbigada feminina e cantos entoados por ambos.
CUIAS DE ARITAPERA, SANTARÉM/PA Espécie de cálice sagrado da Amazônia, as cuias são fruto da árvore cuieira. Uma herança, integrada até hoje na vida dos povos amazônicos, tanto no âmbito doméstico, quanto artístico e sagrado. Na cuia, se come, se bebe, se prepara banhos de ervas; se faz utensílios e artes reveladoras da sabedoria feminina cabocla. DATA: 22.O7.2010
Dona Onete Marajoara de Cachoeira do Arari, Ionete Gama, conhecida como Dona Onete é uma autentica cabocla Amazônida. Aos 71 anos de idade, ainda transpira sensualidade com um sorriso abundante, uma afinadíssima voz rouca e seu brejeiro carimbó chamegado de água doce, pescado lá pelas beiras do Igarapé-Miri, onde fez história com sua sabedoria popular.
Carimbó do Tio Milico de Fortalezinha – Maracanã/PA Mestre: Pedro Papo Fundo (Pedro Monteiro de Assis) É o Carimbó praticado na região do salgado paraense. Ritmo extremamente forte e sedutor, que reúne as matrizes indígena e africana. É tocado em tambores rústicos e junto com o canto e a dança, expressa a profunda identidade do povo amazônida na sua relação com o trabalho, a natureza e o amor.
ERVEIRAS E ERVEIROS DO VER-O-PESO A maior feira livre da América Latina, o mercado do Ver-o-Peso, construído no séc. XVII é uma síntese de passado e presente em pleno centro de Belém/PA. No setor de ervas, mulheres e homens dominam a arte da manipulação natural de plantas, ervas, sementes, raízes e paus somente pela pedagogia da convivência entre gerações.
Déa S MeloCoord Projeto Raizes e Antenas IDEA 2010
Coordinator of the Roots and Antennas
IDEA 2010 Project(91) 91426062 / 3276-5248Belém-Pará-Amazônia-Brasil dea@manamani.org.br
skype dea-mel

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