domingo, 1 de março de 2009

Um artigo de Bernhard Wosien

Desde os tempos antigos o ser humano tem sido descrito como um adorador com asas.
Ao dançar, nós podemos obter essas asas da Nova Era. Nossa dança deveria, portanto, ser nossa oração, não só no silencioso pisar do andante, mas também nos saltos alegres do allegro vivo.
Eu tenho me empenhado em ensinar em Findhorn essas danças que revelam e expressam este sentido de adoração através da forma e do símbolo. Muitas das danças são feitas em círculo, e o símbolo do círculo é importante. Cada ponto do círculo evolui em torno do centro e esta igualmente distante dele. Nós dançamos no sentido anti-horário, na direção do sol, da luz. A nossa mão direita com a palma para cima é a mão que recebe; a nossa mão esquerda com a palma para baixo é a mão que doa. A Mão direita recebe a luz , a mão esquerda passa a luz, enquanto que , ao mesmo tempo, isso nos liga com o passado, que em latim é religio.
Desta forma nós formamos uma cadeia representando nossa origem sagrada. Através da harmonização das Danças Sagradas, nós seguimos um caminho esotérico que em grego é chamado esoteros hodos, o caminho de dentro. As pessoas têm escolhido e seguido este caminho por muitos séculos - o caminho do ser humano em busca do significado da vida. Nós somos feitos á semelhança de Deus. Trabalhando com os nossos instrumentos, nossos corpos, nós como dançarinos trabalhamos – de dentro – na imagem de Deus, de acordo com o dizer esotérico “assim embaixo como em cima”. E nas danças nós percorremos um caminho que nos leva a experiências do nosso ser individual e também da vida em grupo, a comunidade. Isso tem naturalmente um efeito terapêutico, e por essa razão estas danças nos guiam para a cura e a totalidade. O que percebi , depois de uma vida inteira com a dança, é que a dança é uma meditação em movimento , um caminhar para o silêncio,
onde cada movimento se torna uma oração.

De um artigo escrito por Bernhard Wosien
em One Earth, volume 3 , edição 5, The Arts
Livro – Danças Circulares – Dançando o Caminho Sagrado
Anna Barton
Organizado por Renata Carvalho de Lima Ramos – Editora Triom

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